Sumo

While I am not a big fan of fighting sports and spending a full day watching one was never part of my plans, I found myself buying tickets for a sumo tournament earlier this year. It is something that is intrinsically Japanese and watching it elsewhere would feel like a cheap copy.

 

So on a Sunday lunchtime I headed to Ryōgoku Kokugikan wondering what the day would be like.

We had a list of all the players and it seemed to me there were more than a hundred of them. How could it be? So the truth is each match takes only a few seconds, literally, and it is preceded by a longer ritual that takes probably 5 minutes that involves greeting, salt and much applause from the public. Wikipedia has some explanation of all this, so I will try to explain the rest.

 

Going to a sumo match is like a day out. You can take your picnic or buy food and drinks at the hall. There are seats like a theatre at the higher levels and at the lower level of the hall, next to the ring, there are floor seating areas for groups. There are mascots and souvenirs and cut out real size westlers for photo ops and there is a vibe of excitement in the air, though organized excitement or course.

You recall I mentioned you can bring or buy food and drinks? Yes, and in proper Japanese style these are themed with the event, but also as you enter the complex you are handed 2 plastic bags: one for combustible and one for non combustible and recyclable waste. Very organised.

 

Also, while your ticket is checked at the entrance of the complex nobody checks if you seat at your place or go down to the area closer to the ring, which means you can wonder around and experience for a few minutes being closer to the action (however you feel a sort of mental barrier that doesn’t allow you to stay for too long down there, and you must ensure you leave all the routes clear for emergency evacuation). You see, very organised.

 

A couple of matches in and I was already trying to guess the winner of the round along with my friends, while looking at the notes the guy in front was taking. Because he was taking it seriously and wanted to know exactly who was going to the next round. At some point, a wave of cheers and applause filled the air and it was clear it was the Japanese champion entering the ring, and it was a big thing as for almost 20 years there has not been a Japanese yokozuna.

 

And you know how other sports have advertisement playing on screens or around the fields? Well in Sumo they are on banners that men carry around the ring in between matches.

Oh, and did I mention that the winner gets a cow?

If you ever come to Japan and have a chance go to a match, it is definitely worth it.

Apesar de nao ser fa de desportos de luta e muito menos de passar um dia inteiro a ve-los, dei por mim a comprar bilhetes para um torneio de sumo no início do ano. O Sumo é um desporto Japones, e assistir a um torneio fora do Japao seria como comer leitao fora da Bairrada.

 

E no dia marcado, ‘a hora de almoco, lá fui até ao Ryōgoku Kokugikan para ver o torneio.

Como o bilhete deram-nos uma lista de lutadores que incluia mais de 100 nomes. Mas como é posssível lutarem todos no mesmo dia? É possível sim porque cada luta dura apenas uns segundos e é antecedia por rituais de cumprimentos, sal e aplausos que duram no máximo 5 minutos. Piscas os olhos por um momento e acabou o round! Como a wikipédia tem uma explicacao detalhada sobre o sumo (em Ingles), vou falar aqui do resto.

 

Ir a um torneio de sumo é um dia bem passado. Pode levar-se piquienique ou comprar nas lojas da arena comes e bebes. Há luhares sentados como no teatro mas há também lugares sentados no chao em boxes mesmo ao pé do ringue. Há mascotes, souvenirs e lutadores de sumo em cartao de tamanho real para tirar fotos. E ha muita excitacao no ar, mas excitacao organizada claro.

Lembram-se de eu ter falado da comida acima? Pois nas várias bancas há comes e bebes temáticos (como euq uqalquer evento no Japao) mas antes disso,  mesmo ‘a entrada, dao-nos 2 sacos de plástico devidamente identificados para o lixo combustível e nao combustível/reciclável.

 

Depois de verificarem os nossos ilhetes ‘a entrada, ninguém vai confirmar se nos sentamos no nosso logar, portanto ao longo do dia podemos deambular pela arena e ir ao pé do ringue ver um jogo ao perto (sem bloquear as saídas de emergencia). Mas a verdade é que uma pessoa sente sempre que nao devia estar ali e fica apenas o tempo suficiente para tirar umas fotos.

 

Ao fim de uns jogos dei por mim a adivinhar qual seria o vencedor do round, enquanto tentava ler as notas que o tipo ‘a minha frente estava a tirar (ele estava a seguir a coisa memso a sério). A uma certa altura, uma grande ronda de aplausos encheu a arena e o Campeao Japones entrou. A festa foi enorme porque há quase 20 anos que o Japao nao tem um Yokozuna.

 

Ah, e sabem como sempre que há desporto há publicidade e patrocínos, normalmente em écrans ou em volta do estádio? Pois aqui, muito old style, entram homens com estandartes pintados e andam em volta do ringue enquanto os lutadores trocam.

E esqueci-me de dizer, que o vencedor ganha uma vaca!

Foi decididamente um dia bem passado e recomendo a quem cá vier.

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A walk in Taipei

A few months ago I went to Taipei for a work trip and took advantage of the late-in-the-week meeting to stay for the weekend. I was unsure of what to expect, but was a pleasant surprise.

 

From a very pink Hello Kitty flight, I looked out from the airplane window as we landed to find what seemed like a grey concrete mass, turned even duller by the overcast sky and grey light, combined with the shower spray rain and the colder than expected weather forecast. In the airport though, I found some very friendly people and found my way to the office very easily.

On the first night I was lucky enough to be located in a fancy suite in a different hotel, but only noticed my view in the morning, so did not have a chance of a night photo of 101 face on.

 

Breakfast included, in addition to the western style food, some yummy baozi (steamed buns) that became my obsession at every meal. Put these together with all the bakeries I came across, street food stalls, and night markets and I can tell you that in Taiwan the problem is choosing what to eat.

 

I just had over 24h free time, as I wanted to experience the hotel pool and bath before the flight, so Saturday morning I grabbed the booklet I picked from the airport tourist desk and headed to the furthest point, Longshan Temple, where I was lucky enough to get lost for a few moment  in the chanting of monks among the chaos of tourists and visitors.

 

10 hours, 15 km and many pictures later I was back in the hotel with the feeling that there was still so much to see, especially in the mountains surrounding the city that probably hold the key to the Portuguese name of the island “Formosa”.

 

I realised at the end of the day that I didn’t really stop for a meal, but throughout the day I got to snack on a variety of foods from street vendors or samples from the dried fruit shops and many cups of Oolong (the local tea) and that was quite a filling experience. Still, there is one unknown ingredient on many street foods that does not agree with my senses and many times I had to hold my breath and walk quickly to cross the shops.

 

After all that walking, I can tell you that Taipei is not grey, as the temple lanterns, the taxis and many street signs give it a vibrant yellow tone, that better reflects the lively night markets and friendliness of the people.

 

Há uns meses fui a Taipei em trabalho e aproveitei a reuniao ser no final da semana para passar lá o fim-de-semana. Nao tinha muitas expectativas mas Taipei foi uma bela surpresa.

 

Pela janela de um voo cor de rosa da Hello Kitty vi que aterrava no meio de uma massa de betao, tornada ainda mais triste pelo ceu nublado, a luz cinzenta, a chuva miudinha e a aragem fria que nao estava prevista pela meteorologia.Mas logo no aeroporto as impressoes comecaram a mudar ao falar com pessoas simpátias e a descobrir o quao fácil é circular na cidade.

NA primeira noite tive um upgrade para uma suite num hotel melhor, mas infelizmente só de manha é que me apercebi da vista fantástica para o 101. Nao faz mal, a foto nocturna fica para a próxima visita.

 

Ao pequeno almoco, para além da comida ocidental, havia uns baozi (paezinhos a vapor) que se tornaram obrigatórios a todas as refeicoes. Estes baozi, juntamente com as padarias e pastelarias, bancas de comida e mercados de rua dificultavam a escolha do que comer, tal era a variedade da oferta.

 

Em Taipei tive pouco mais de 24 horas livres, especialmente porque queria experimentar a piscina e o banho do hotel, portanto sábado de manha pus na mochila a brochura que trouxe do balcao de turismo do aeroporto e segui para o sítio sugerido mais longe, o Templo de Longshan, onde me perdi por momentos  nos canticos dos monges no meio do caos de turistas e visitantes.

 

10 horas, 15 quilómetros e muitas fotos depois estava de volta ao hotel com a sensacao que ainda tinha muito para ver, especialmente nas montanhas que rodeiam a cidade e que parecem justificar o nome de Ilha Formosa.

 

Ao final do dia apercebi-me que nao tinha verdadeiramente parado para almocar, mas como ao longo do passeio fui parando em bancas para petiscar ou provar frutas secas nas lojas de especialidade e beber uns copos de Oolong (o chá local) acabei por nao ter fome. Ainda assim, há um qualquer ingrediente em muitas comidas de rua que infelizmente nao combina com o meu nariz e eu cheguei a ter de suster a respiracao ao passar nalgumas lojas.

 

Ao fim desta caminhada, posso dizer que Taipei nao é cinzento, pois as lanternas de papel, os táxis e muitos néons dao a cidade um amarelo vivo, que reflecte bem a energia dos mercados de rua e a simpatia das pessoas.

 

The route / A rota:

Longshan Temple – Movie Street – Beimen – Dihua Street Commercial District – Dadaocheng Wharf – Ningxia Night Market – Huayin Street Commercial District – Main Station Area

 

Places visited / Pontos de interesse:

Longshan Temple

ASW Tea House

Taiyuan Asian Puppet Theatre Museum

Chinese Medicine Shop (pick one, there are many)

Bucket Shop (good for gifts)

Night Market (eat-drink-shop all in one place, after the sun goes down)

Mt Sekiro hiking trip

Last weekend we went into the Japanese countryside with our language school, as they have organized a hike for koyo.  Seeing koyo, meaning autumn leafs, is a Japanese past time usually in November where families and friends go for a hike to see the changing colours in the forests.

 

So on a Sunday we got up before 6AM, met at the school with a bus full of colleagues and off we went to Sekirosan, one of the many mountains around Tokyo.

 

While the bus ride was relatively quiet due to the early hours and lack of sleep, as we started walking the conversations mixed and we realised that probably half of that bus (and I suspect half of the school) is made up of French. Young French that come over to learn Japanese because they enjoy manga and videogames. This may seem like a generalization, but I overheard a conversation in French that got me a bit confused (they were talking about someone else that was on the hike), and a bit later I met a French couple, who turned out to be the someone else, that confirmed all the French were shocked they didn’t like manga nor video games and asked them what were they doing in Japan if they didn’t like those things.  It turned out the guy is a post doc researcher here… I think that is a good reason to be in Japan!

 

The climb up was steep but the path was well defined, so it was just a matter of taking small breaks and enjoy the colours of nature. Older Japanese people, fully equipped with backpacks, hiking boots and poles sprinted by us as if they did it every day. At every stop, one of the teachers would use a small whiteboard to sketch the mountain, our approximate location and distance to the top. Talk about organization!

But this was nothing compared to what we witnessed at the summit.

 

On reaching the top, families gathered at the tables cum daybeds and the familiar smell of hot cooked food filled our nostrils. On their backpacks, they carried small stoves with respective gas canisters, billycans, food ingredients, picnic blankets and tableware and prepared amazing food, enjoying the superb view. We moved away to enjoy our kombini meal of onigri and juice.

 

As expected and despite the table cum daybeds at the summit, there were no toilets or bins on the mountain, but the famous vending machines were there, selling fresh water, energy drinks and soft drinks for those who had some coins.

 

After lunch was the photo shoot and the walk back down.  We walked along the mountain ridge for about half hour and then the descent started.  While before the forest around us seemed like an organised pine forest became a mix of trees and bushes in a very disorganised fashion.  It seems that, like in Portugal, much of the Japanese forest is planted with a single type of tree. The walk down quickly became a slippery challenge.  It has been raining the days before and not only there was mud, the rocks had a thin layer of moss that made it hard to stand straight.  I slipped a few times and reached the bottom without any injuries but with mud coloured shoes, clothes and hands.  S was ahead and apparently managed to never fall, though one colleague did use him as a human airbag when she slipped.

 

At the bottom, the most expected moment of the trip awaited.  It seems it part of the tradition associated with hiking in Japan, that you end the journey in an onsen, the Japanese baths. So you spend the day exercising and sweating and finish on a relaxing outdoor heated bath with your friends.

 

We had experienced onsen once before, but this was amazing, not only because the day hike made it feel more desired but the complex had a series of indoor and outdoor pools, jacuzzi, sauna and salt scrub that got us all nicely smelling and fully relaxed, ready to sleep on the journey back. Or so I thought.

 

The original programme mentioned something of a karaoke bus. For karaoke you expect a screen, and as there was no screen on the bus I thought that there would be no karaoke.  I was wrong, very wrong. Not only there was a state of the art fold down screen and 2 microphones, there was a very good dolby-surround sound system and a busload of people willing to sing. Forget earplugs.  I think even those noise cancelling headphone would not work.  But suddenly a French guy starts singing Japanese songs, not only know the tunes but actually reading kanji, and then this guy performs to a Lionel Richie song and suddenly it is like a virus and the whole bus is karaoking and the poor driver not only has to endure the continuous traffic jam but also us, singing, for 3 hours non-stop.

No fim de semana passado fomos com a escola de línguas passear ‘a floresta Japonesa para ver koyo.  Ir ver koyo, a folhagem de Outono,  faz parte da tradicao Japonesa e toda a gente sai da cidade para ir apreciar a natureza a mudar de cor.

 

Domingo levantámo-nos ‘as 6 da manha e partimos da escola bem cedo em direccao ao monte Sekiro, uma das montanhas perto de Tóquio.

 

No caminho para lá, o autocarro ia praticamente em silencio, pois  a maioria das pessoas aproveitou para por o sono em dia,  mas mesmo assim foi suficicente para perceber que metade do autocarro e provavelmente metade dos alunos da escola sao Franceses. Franceses, aí com 20 anos, que veem para o Japao porque adoram manga e videojogos, ao ponto de acharem absurdo quando um casal Frances lhes disse que nao gostava de nenhuma dessas coisas mas estavam a fazer um post-doc na melhor universidade do Japao.

 

Subir a montanha nao foi difícil, pois apesar da inclinacao o percurso estava bem marcado e tinha bastantes pontos de descanso de onde se podia aproveitar a paisagem. Pequenos grupos de Japoneses com idade para estarem reformados iam passando por nós como se alguém tivesse carregado no botao >> e sempre de botas, bastoes de caminhada e o guizo para afastar os ursos preso ‘a mochila. Em cada pausa, as professoras usavam uma lousa para desenhar o monte e indicar a nossa localizacao no monte incluindo altitude e o tempo que faltava para chegar ao topo. Isto é que é organizacao!

 

Ao chegar ao cimo do monte o cheiro a comida a ser cozinhada encheu-nos as narinas.  Nas mesas-bancos instalados no cimo da montanha, ou em mantas de pique-nique no chao, várias famílias preparavam almocos em pequenos fogoes de campanha e grelhadores portáteis que iam saindo das mochilas que maos pareciam o saco da Mary Poppins.

Nós juntámo-nos ao grupo da escola a almocar os nossos onigri e sumo de pacote comprados no kombini ao lado da estacao.

 

Como seria de esperar em qualquer montanha, e apesar dos bancos lá no cimo, nao havia casas de banho ou caixotes do lixo mas nao faltaram as máquinas de vendas, tao famosas pelo Japao inteiro.

 

Depois de almoco tivémos direito a foto de grupo e comecámos a descida. A primeira meia hora foi ao longo do cume da montanha e fomo-nos apercebendo da mudanca de floresta de pinheiros plantada para uma floresta mais selvagem, com muito mais cores e formas.  Parece que afinal nao é só em Portugal que se fazem florestas de monocultura. De repente, a descida transformou-se num escorrega de lama e folhas. Nos dias anteriores choveu e para ajudar, as pedras estavam cobertas com uma camada de musgo que parecia teflon.  Como seria de esperar, caí umas 3 ou 4 vezes e chegei ao fim com as roupas, botas e maos com uma bela coloracao acastanhada.  O S ia mais ‘a frente e segundo ele nao caiu mas serviu de airbag a uma das nossas colegas.

 

O momento mais esperado do dia estava ao fundo da descida.  Nao por termos acabado, mas porque iamos todos para o onsen, o spa Japones.  Parece que por aqui é tradicao acabar a caminhada num banho relaxante numa piscina aquecida ao ar livre no meio da montanha com amigos. Fantástico, quero que a partir de agora todas as minhas caminhadas acabem assim.

 

Nós já tinhamos ido a um onsen mas este foi diferente. Nao só por ser depois de um grande esforco físico mas porque tinha várias piscinas interiores e exteriores, jacuzi, sauna e exfoliacao de sal, o que nos deixou a todos bem cheirosos e prontos para dormir no autocarro. Ou se calhar nao.

 

O programa da viagem incluia uma coisa chamada autocarro de karaoke.  Pelo meu pouco conhecimento da coisa, karaoke normalmente precisa de um ecran, e eu nao vi nenhum no autocarro portanto pensei que tinha lido mal.  Mas nao, de repente, ecrans gigantes desceram do tecto do autocarro, um sistema de som dolby-surround comecou a funcionar e do fundo do autocarro comecaram a ouvir-se as primeiras vozes. E nao valia a pena usar tampoes nos ouvidos, eu acho que nem aqueles auscultadores com cancelamento de som fariam alguma coisa. De repente um Frances comeca a cantar J-pop, ele nao só conhece a música mas conhece a letra e consegue ler os caracteres kanji.  E depois um tipo faz uma performance ao som de Lionel Richie e de repente o autocarro inteiro está a cantar e o condutor deve estar a entrar em desespero connosco e com o engarrafamento de transito que nos deixou presos no autocarro por mais de 3 horas.

More photos and videos can be found here.  Mais fotos e vídeos aqui.

Sri Lanka

If you follow our Instagram, you will know that we went to Sri Lanka.  S needed some rest and we decided to go travel for a week and kitesurf for another.  On the way, we had time for a 24 hour stopover in Kuala Lumpur.

As usual, some issues came up with the flight (we were missing these) and it took us more than one hour at check in to ensure my full name was on the ticket.  Mental note for next flight out of Japan, use my full name even if it doesn’t fit in the ticket as it is probably easy to explain why I only picked the last surname.

I was very curious about KL as many colleagues worked there and one sent me a detailed route, which we followed through the city.  Malaysia is worth a visit on its own, but these 24 hours were enough to see quite a lot of KL.

The next morning and a bit lost in time we landed in Colombo where we met Nihal, who picked us up and took us to Kandy after we dropped our dead man bag lookalike with the kitesurfing equipment in the airport storage and managed to get every single person wondering what was inside the bag.

On the way, we had our first of many traditional lunches of rice and curry and we got to hear some music which sounded too much like Goan folklore.  We then noticed how much Sri Lankans looked Goan and S was constantly being mistaken by a local.

We started noticing here and there a few references to Japan as well, something that was constant throughout the trip in ads for language schools in the small villages, the sponsored museums plaques and the random Japanese speaking Sri Lankans we met, which competed in number with the Hindi speakers, who were very happy to meet an Indian.

As for Portuguese, other than some surnames there are also the vegetable names, which came in very handy for someone who recently ended up in hospital because of one.

On the road we spoke to Nihal a lot.  We learned about the food, and the culture, and the not so hidden social divisions of Singhalese, Tamils and Christians reflected on clothes, food and language.  In exchange, we answered all his questions about Europe and Japan and also discussed at large our education.  Nihal has 2 children to whom he gives the best education possible and, like all parents, he is concerned about their future.

During our trip, we took a train between Kandy and the tea plantations in the mountains.  In our carriage, there were a few Sri Lankan families and a couple of foreigners.  The journey started with the expected chaos but everyone managed to seat.  Within minutes, people started moving and S relived his younger days by sitting at the door, feet dangling out, enjoying the view.  He was soon joined by some younger guys and I noticed the giggling girls approaching in the corridors.  Some things are just universal, and there was clearly some sort of flirting going around.

Everyone kept going from seats to doors, enjoying the view and chatting.  A few stops later, a food seller approaches the window and I managed to get just a few vadas that came wrapped in an old maths book page.  For the next half hour we tried to solve all the maths problems while eating the contents of the pack.

By this time, most people in the carriage had spoken to each other, and suddenly, a bit like a thing out of a movie, one of the families pulls out drums and start jamming.  Needless to say, I ended up dancing in the corridor to complete the movie scene.

Sri Lankans are clearly friendly and chatty, so we met many people during the trip.   Like the women that liked Bolywood so much she went to India to study Hindi, wrote to all her favourite movie stars and actually got responses from them.  And the man that lived in Japan for 20 years because his first wife was Japanese, but she passed away and now he has a Italian wife.  And the bar tender that did these amazing paintings on the walls and counters and that will offer you a drink if you solve the puzzles he has hidden behind the bar.

I must say we got a few drinks, not because we are really good at the puzzles but because it was on the kitesurfing place and everyone gathered there after sunset.  It is a cool place and as we experienced in Dakhla, everyone shares tables for meals and that always generates interesting conversations.  Unfortunately, we had 3 days without wind with were spent on a day trip and in the water, wakeboarding and SUPing (or souping as I called it).

We also got to stay at a Sri Lankan house.  Fair enough, was not the everyday house but the house that Geoffrey Bawa, a Sri Lankan modernist architect, built for himself.  I have stayed in many beautiful buildings before, including during this trip, but staying here reminded me of an architecture trip we had to the north of Portugal to see all these summerhouses of artists and architects.  You actually spend hours looking at the details and how well the places age, keeping the ability to remain contemporary.  And then there are the gardens, where we spent the full day and managed to watch a monitor lizard catching his dinner.  And you read about the house and the gardens and the design intent and how it was used and you feel you travelled in time, aided by the lack of tv or wifi.  It is a place to enjoy slowly and you always feel there is more to see.  A bit like Sri Lanka itself.

Se seguem o nosso Instagram, sabem que há uns tempos fomos ao Sri Lanka.  O S precisava de descansar e lá fomos, uma semana a viajar e outra a fazer kitesurf.  Pelo caminho, parámos 24 horas em Kuala Lumpur.

Como nao podia deixar de ser, tivémos problemas logo no aeroporto pois a companhia aérea em que voámos tem espaco suficiente nas reservas para se por o nome completo e nao perceberam o porque de eu ter escolhido o último apelido.  Para a próxima já sei…

Eu tinha bastante cusiosidade em visirat KL, especialmente pelas conversas dos meus colegas que estiveram lá vários anos na construcao das Petronas.  Um deles deu-me um roteiro detalhado que nós conseguimos completar e decididamente a Malásia merece uma visita mais longa.

Na manha seguinte aterrámos em Colombo  onde o Nihal esperava por nós. Lá fomos até ao depósito de malas deixar o nosso “morto” (saco preto de equipamento de kitesurf com 1.5m de comprimento e 25kg de peso) nao sem antes chamar a atencao de todo o aeroporto para o possível conteudo do saco e daí seguimos viagem.

Pelo caminho comemos o nosso primeiro arroz com caril, o prato típico do Sri Lanka e tivémos oportunidade de ouvir algum folclore, que é surpreendentemente parecido com o de Goa.  Mesmo as pessoas parecem Goesas, e o S estava constantemente a ser confundido.

Reparámos também nas referencias ao Japao que salpicam o país em forma de anúncios a escolas de lingua nas aldeias, museus com o apoio do Japao ou as pessoas que falavam fluentemente Japones, que eram quase tantas como as que falavam Hindi, e que ficavam super contentes ao conhecer um Indiano.

Do Portugues há apenas alguns apelidos e o nome de muitos vegetais, o que é optimo para quem há uns tempos esteve num hospital por causa de um.

Na viagem, as conversas com o Nihal eram sobre a comida e a cultura do país e as diferencas entre Cingaleses, Tamils e Cristaos que se tornam evidentes na lingua, na roupa e comida.  Falámos também sobre a Europa e o Japao e sobre a nossa educacao.  O Nihal tem 2 filhos na escola e, como qualquer pai, está preocupado com o futuro deles.

Uma parte da viagem foi feita de comboio, que nos levou de Kandy até ‘as plantacoes de chá nas montanhas.  Na nossa carruagem iam famílias locais e alguns estrangeiros.  Após uma danca das cadeiras, conseguimos todos sentar-nos, mas em pocos minutos todos comecaram a mudar de lugar e o S decidiu reviver a sua juventude e foi sentar-se na porta do comboio com os pés para fora.  Passado uns minutos, um grupo de rapazes juntou-se ao S e logo em seguida uns rizinhos e cochichos femininos ouviram-se no coredor. Há linguagens que sao universais e o grupo de raparigas estava claramente a tentar arranjar maneira de conhecer os novos amigos do S.

E assim se foram passando os quilómetros, entre assento e porta e conversas com os companheiros de viagem. Numa paragem vimos finalmente um vendedor ambulante e consegui comprar as últimas vadas, que vinham embrulhadas no que em tempos foi um livro de matemática e que nos fez ficar meia hora a resolver problemas de geometria analítica enquanto comíamos.

Por esta altura já toda a carruagem se conhecia e de repente, como uma cena de um filme, uma das famílias pega em tambores e comeca a improvisar.  Claro que em poucos minutos eu estava a dancar no corredor da carruagem…

As pessoas sao muitos simpáticas e durante a viagem conhecemos várias com histórias interessantes.  Como a mulher que gosta tanto dos filmes de Bollywood que foi um ano para a India estudar Hindi, escreveu aos seus actores favoritos e teve resposta. Ou o homem que viveu no Japao 20 anos porque a primeira mulher era Japonesa mas infelizmente faleceu e ele agora é casado com uma Italiana. E o barman que cobriu o bar com pinturas fabulosas e que oferece bebidas a quem conseguir resolver os puzzles que ele tem atrás do balcao.

Confesso que bebemos uns quantos copos, mas nao tanto pelos puzzles mas por ser o bar do campo de kitesurf e depois do por do sol toda a gente se juntava ali ‘a conversa.  Tal como já tinhamos experienciado em Dakhla, mesas corridas sao óptimas para a conversa entre estranhos.

Infelizmente, tivémos 3 dias sem vento em que conseguimos fazer um passeio, wakeboarding e SUP (Ao qual eu simpáticamente chamei “fazer sopa”) .

Durante esta viagem ficámos numa casa local.  Bom, nao era uma casa tradicional mas sim a casa que o Geoffrey Bawa, um arquitecto local construiu para ele próprio.  Confesso que já estive em edifícios fantásticos, até mesmo durante esta viagem, mas ficar nesta casa lembrou-me um avisita de estudo que fiz ‘as casas de verao de vários arquitectos e artistas no norte de Portugal.  Passam-se horas a olhar para os pormenores e a perceber com oa casa continua contemporanea apesar dos 50 anos que tem.  E também há os jardins, onde passámos um dia inteiro a passear e conseguimos ver um lagarto-monitor a pescar o jantar.

E depois de jantar lemos sobre a casa e o jardim, e o conceito por detrás da obra, e como a casa era usada, e as festas, e os retiros e sentimos que viajámos no tempo (também nao havia TV nem WiFi).  Esta é uma casa para descansar, e uma pessoa sente que nao consegue ver tudo de uma só vez e que é preciso voltar.  Um pouco como o Sri Lanka.

The route / A rota:

Kandy – Ella – Galle – Bentota – Kalpitya

 

Places visited / Pontos de interesse:

Pinnawala elephant orphanage

Gadaladeniya temple

Emblimeegama tea factory

Peradeniya royal botanic gardens

Sri Dalada Maligawa (temple of the tooth relic)

Galle fort

Lunuganga

Sigiriya

 

Accommodation worth noting / Alojamento que recomendo:

Moutbatten bungalow

Lunuganga

Kitesurfing Lanka