One year | Um ano

shibuya
Shibuya  scramble the night we arrived | O cruzamento de Shibuya na noite em que chegámos
It is a bit delayed, but it is surely still Sunday somewhere in the world (or does that just apply to cocktail hour?).

 

It was a hectic weekend, from Friday to Sunday evening we barely had time to stop home. It is a good sign, especially as we were always with friends we made since we arrived, but also, as we informally celebrated our first year in Tokyo we had our first farewell.

 

It is a year (and 4 days to be precise) since we arrived, and my main expectation was the adventure of coming somewhere different. But while we had a brief image of Japan from the media, being here showed another side, or better, other layers of Japan, and Tokyo is clearly not all of Japan.

 

Probably the most amazing part of Japan are the seasons, which move with Swiss clock precision.

We landed in the rainy season and learned it is not worth investing in an expensive umbrella as it is likely to be swapped. Then came Summer with our first visitors, followed by typhoons where I witnessed our clothes rack swirling in the balcony, performing a weird dance and threatening to climb the 1.2m high balustrade. With the next visitors came autumn, a few weeks later was koyo and finally the sky turned blue and the air crisp and it was winter. Yes, cold but beautiful. At the end of winter came the first plum blossoms, which announce the arrival of the much waited and officially forecasted sakura (cherry blossoms). Springs starts at that point, and finally when the hydrangeas blossom the rain comes again.

 

Getting out of Tokyo once in a while allowed us to see the countryside, and while the Japanese villages we have seen so far are nothing to write home about, the landscape is amazing. Forests, mountains, volcanos, lakes, beaches… there is so much to see, such varied landscapes and colours you never get bored.

 

Japanese are known for their politeness and good manners, and going into a shop includes all the bows and sellers carrying your bags to the door after carefully wrapping  your things in a beautiful manner. However, enter the metro or trains and suddenly you are pushed, elbowed on the ribs and dragged along and nobody makes a sound. And while this still disturbs me, I found myself thinking that a Japanese guy that “sumimasened” his way through the train was clearly not from here.

 

We all (or at least I) expect Japan to be super developed and advanced, and while this is true in some things, like for example the speed at which the train gates read the pass; or the shinkansen; or the robots in the mobile phone shops, it is also a country where very old technology is still used. Many companies use fax on a regular basis. Most shops don’t take card payment and you find yourself carrying the equivalent to $500 in your wallet most days. The concept of direct debit is quite rare and many bills are payed in the kombini (convenience store – which deserves a post on its own).

Generally you get used to this but it is very surprising, especially as you notice this country is not afraid of robots, in fact they love them! Just watch Astro Boy or go to the Miraikan and you will understand what I am saying. There is almost a romanticised vision of a robotic future while enjoying the lifestyle of the Edo period. Or as a Japanese said, they programme the robots to operate the fax machine.

Está um pouco atrasado, mas algures no mundo ainda deve ser domingo (até parece uma música do Sérgio Godinho).

 

O fim de semana esteve tao ocupado que mal tivémos tempo para dormir. Entre almocos e jantares com amigos que fizémos aqui, houve tempo para assinalar o aniversário da nossa chegada a Tóquio e a primeira despedida de amigos que regressam a casa.

 

Faz exactamente um ano e 4 dias desde que chegámos, e apesar das expectativas, o Japao nao é exactamente o que se ve na TV e algumas coisas sao bem diferentes do que tínha(mos) em mente. E obviamente, Tóquio nao é o Japao todo.

 

Apesar das cerejeiras em flor fazerem parte da imagem do Japao, isso sao apenas umas semanas e as estacoes do ano sao todas muito diferentes.

Aterrámos em plena época das chuvas e aprendemos que o guarda chuva do Kombini (um post sobre as lojas de conveniencia está para vir em breve) é a melhor compra porque vai certamente ser levado por engano na próxima paragem. Depois vieram as primeiras visitas e com elas chegou o verao, seguido dos tufoes em que o estendal da roupa andou numa danca ali na varanda e quase se suicidou, nao fosse o parapeito ter 1.2m. Com a visita seguinte chegou o outono e umas semanas depois as árvores mudaram de cor para o koyo. Finalmente o céu ficou azul e límpido e as temperaturas desceram, o que significa que chegou o inverno. Em breve as flores de ameixoeira anunciaram a chegada da tao esperada sakura (as tais cerejeiras) que é um verdadeiro espectáculo. Com estas flores chegou a primavera e agora, com as hortensias, voltámos  ‘a época das chuvas.

 

Enquanto que as cidades sao super densas e as aldeias nao sao nada de especial, a paisagem natural Japonesa é fantástica. Florestas, montanhas, vulcoes, lagos, praias… uma imensidao de coisas para ver, que o difícil é ter tempo para tudo.

 

Os Japoneses sao famosos pela boa educacao e modos, e ir ‘as compras inclui os vendedores trazerem o saco das compras ‘a porta, nao sem antes terem feito um embrulho bonito (e nem sequer é preciso pedir), sempre a agradecer. No entanto, no metro e comboios transformam-se e somos empurrados, esmagados e acotovelados e nunca se ouve uma palavra.  E apesar de isto me perturbar, dei comigo a pensar no outro dia que um tipo que ia a dizer sumimasen a torto e a direito enquanto tentava atravessar a carruagem nao devia ser de cá.

 

Antes de vir, eu pensava que o Japao era todo super high tech, e apesar de isto ser parcialmente verdade, pois as máquinas de ler o passe do metro sao super rápidas, e eles tem o shinkasen e robots nalgumas lojas, nao deixa de ser um facto que ainda usam tecnologia que muitos de nós consideram obsoleta. Muitas empresas ainda usam fax quase diariamente; a maior parte do comércio nao aceita cartao, e é normal termos de andar com o equivalente a $500 no bolso e pagamentos por transferencia bancária sao muito complexos e as empresas preferem mandar a conta para irmos pagar ao kombini. Uma pessoa habitua-se é claro, mas nao deixa de ser estranho num país que nao tem medo de robots e tecnologia. Basta ver o Astro Boy ou ir ao Miraikan para perceber. Parece que tem uma visao romantica, em que o futuro é automatizado mas o tipo de vida é ainda o do período Edo. Ou como um Japones me disse, eles ensinam os robots a usar o fax.

 

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